Atualizado 26/02/2018 - 21:00

Batalhão do Exército completa 86 anos, mas comemoração será dia 1º

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A presença do Exército confunde-se com a história de Foz do Iguaçu; preocupação com a fronteira teve início com a Colônia Militar

 

O 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec) completou nesta segunda-feira (26) seus 86 anos de criação. Sua história é repleta de acontecimentos importantes, às vezes confundindo-se com a história da cidade. A comemoração será realizada em 1º de março, na sede do Batalhão.

 

Ao longo desses 86 anos o BIMec passou por diversas denominações. A presença do Exército em Foz teve início com a Colônia Militar, instalada em 1889. O Gazeta Diário pretende contar diversas histórias sobre a presença do Exército em Foz do Iguaçu. Daremos início com um estudo da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), dos pesquisadores Orlando Bispo dos Santos e Mauro José Cury.

 

O trabalho dos pesquisadores teve como objetivo abordar as territorialidades transfronteiriças entre as forças armadas de Brasil, Paraguai e Argentina no território da Tríplice Fronteira e nesse contexto, verificar as atividades militares desenvolvidas em conjunto na resolução de problemas no âmbito da fronteira em estudo e, em âmbito do Cone Sul,

 

“O trabalho é resultado de pesquisa bibliográfica e prova documental que objetiva entender o processo de segurança nacional entre países e as conexões existentes com as atividades de intercambio como processo de formação militar e as formulações estratégicas de ações conjuntas por meio das escolas militares de guerra”, escreveram os pesquisadores.

 

Santos e Cury citam em seu trabalho uma extensa bibliografia, mas pesquisaram também os arquivos do 34º BIMec, “uma tradicional unidade militar do Exército Brasileiro que tem suas origens na Colônia Militar, instalada em 1889 com a finalidade de demarcar, controlar e povoar a região de fronteira”.

 

Segundo os pesquisadores “a ocupação territorial da região oeste do Estado do Paraná foi um processo que contribuiu na definição de parte do território brasileiro em termos fronteiriços e de cunho político, social e econômico. O governo brasileiro ainda no período colonial esboçava preocupações no que diz respeito à ocupação do Oeste Paranaense, uma vez que esta atividade já acontecia na região, porém de maneira desorganizada”.

 

A Colonia Militar do Iguaçu foi o início do processo em torno da segurança nacional na Tríplice Fronteira. “Administrada pelo 1º Tenente Antonio Baptista da Costa Junior e pelo 2º Sargento José Maria de Brito, permitiu formalizar a ocupação territorial na região fronteiriça e tornar público a todos os habitantes local e dos países vizinhos à presença de militares que tinha como finalidade coordenar as ações desenvolvidas no contexto fronteiriço”.

 

Uma das atribuições da Colonia Militar foi à distribuição de lotes de terra com o objetivo de povoar a fronteira com habitantes genuinamente brasileiros e assim possibilitar o inicio da construção da cidade de Foz do Iguaçu e o fortalecimento da faixa fronteiriça.

 

Extinção

 “A Colônia Militar de Foz do Iguaçu foi extinta em 1912. Foi um importante instrumento usado estrategicamente pelo Estado brasileiro para povoar e dominar a parte do território da Tríplice Fronteira pertencente ao Brasil. No entanto, a Colônia Militar começa a ser aos poucos esquecida pelo poder central devido à conjuntura política em que vivia o Brasil. Isso dificultou a continuidade das atividades da colônia pelos militares na fronteira passando a ser administrada pelo Governo do Estado por meio das autoridades civis existentes”, diz o estudo de Santos e Cury.

 

Companhia Isolada

“Só em Julho de 1932 que o Exército retorna a esta cidade de fronteira com um efetivo de 125 homens constituindo a Companhia Isolada do Iguaçu conduzida pelo Capitão Edgard Buxbaun”. Desta forma entende-se que o cenário encontrado pela companhia isolada, era totalmente diferente da estrutura deixada pela Colônia Militar.

 

1º Batalhão de Fronteira

Em 23 de Agosto de 1943, a companhia Isolada transformou-se no 1º Batalhão de Fronteira com a finalidade de ampliar as atividades militares no território fronteiriço adequando o poder bélico para possíveis conflitos armado diante das transformações decorrentes no cenário político mundial naquela conjuntura.

 

Em 16 de Dezembro de 1980, o 1º Batalhão de Fronteira passa a ser denonimado 34º Batalhão de Infantaria Motorizado e em 24 de Maio de 2013 de 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado.

Julho de 1932: a Companhia Isolada desembarca em Foz do Iguaçu


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