Atualizado 26/02/2018 - 21:00

Fiep já havia alertado sobre o pedágio absurdo cobrado no Paraná

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Dirigentes de entidades acreditam que responsáveis pelos desvios serão punidos, mas nãos vislumbram redução das tarifas

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Edson Campagnolo, declarou que a entidade vem alertando, desde 2011, que o setor produtivo e a sociedade paranaense pagam uma tarifa de pedágio muito elevada, fruto de um modelo de concessão distorcido.

 

 “As novas revelações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal comprovam essa tese, trazendo à tona uma amostra do tamanho dos prejuízos que o custo do pedágio causa para nosso Estado”, diz Campagnolo.

 

Os procuradores que investigam o pedágio encontraram indícios e provas de superfaturamento. “Isso mostra que, assim como a Fiep sempre afirmou, o setor produtivo do Paraná paga um custo de transporte muito mais alto do que seus concorrentes de outros estados. Com isso, o produto paranaense perde competitividade, tonando-se menos atrativo tanto no mercado interno quanto no externo, o que impacta diretamente nossa economia”, diz Campagnolo.

 

A Fiep defende a construção de um novo modelo de concessão para o Anel de Integração. “Não somos contrários à concessão de obras e serviços à iniciativa privada. Pelo contrário, está claro que o Estado não tem competência para fazer a gestão da infraestrutura. O que precisamos é encontrar um modelo de concessão que, pautado na transparência, possibilite a realização das obras necessárias, mas com tarifas justas para os usuários”, frisa Edson Campagnolo.

Fetranspar

Também o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), coronel Sérgio Malucelli, prega a um novo modelo de concessão e condena a inércia dos sucessivos governos em não tomar atitudes há mais tempo. “É um tema polêmico, tivemos há três, quatro anos a oportunidade de zerar, não foi feito, agora, quem errou que responda pelos seus erros”, diz Malucelli.

 

“Infelizmente – acrescentou - os governos anteriores e atuais não tiveram a coragem de enfrentar mesmo o problema, para rever contrato, reduzir tarifa, realizar obras, duplicar o anel de integração, melhorar os serviços. Não tiveram essa potencialidade no momento certo, agora resta a gente fazer com que o contrato seja cumprido e uma licitação transparente, internacional, seja feita daqui a quatro anos”, afirmou.

 

Tarifas

Malucelli acredita que a Lava Jato irá punir os responsáveis pelas falcatruas do pedágio, no entanto, ele é cético quando a redução das tarifas. “a redução das tarifas é uma luta eterna e nem sei se ela vai acabar daqui a quatro anos. Queremos é que a Lava Jato cumpra com sua missão, combatendo a corrupção e fazendo com que as coisas sejam o mais transparente possível e que suas ações venham ao encontro dos anseios da sociedade e do setor produtivo”, finalizou o presidente da Fetranspar.

 

luxo

O luxuoso apartamento de R$ 2,5 milhões de propriedade do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), Nelson Leal, foi sequestrado por determinação do juiz federal Sérgio Moro.

 

Leal está envolvido até o pescoço no escândalo do pedágio no Paraná e já foi exonerado pelo governador Beto Richa. Ele foi preso na manhã da última quinta (22), durante a 48ª fase da Operação Lava Jato.

 

O apartamento está localizado no condomínio de luxo Don Alfonso, à beira-mar, e não foi declarado no imposto de renda. Parte do valor foi pago em dinheiro vivo. Vizinhos informaram que Leal esteve no apartamento no final da semana passada para buscar a família.

 

Segundo o Ministério Público Federal, Nelson Leal participou do esquema que desviou menos R$ 65 milhões de contratos ligados à concessionária Econorte, responsável por trechos de cinco rodovias no Paraná. O dinheiro teria sido pago em troca da autorização de reajustes abusivos na tarifa de pedágio. O MPF aponta que o apartamento é parte da propina recebida por Nelson.

 

O apartamento de luxo fica no famoso Balneário Camboriú

 

Campagnolo: pedágio causou grandes prejuizos

Foto: fiep

Coronel Sérgio Malucelli: punição aos responsáveis

 


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