Atualizado 08/03/2018 - 21:00

Violência será um dos temas principais dos candidatos a governador do Paraná

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Apesar da redução da taxa de homicídios, os roubos, assaltos e arrombamentos são constantes e deixam a população insegura.

 

O Paraná teve uma redução de 13,6% nos casos de mortes violentas em 2017, levando-se em consideração os casos registrados em 2016. O tema deverá ser um dos principais itens a serem abordados pelos candidatos a governador na eleição de 2018.

 

Apesar dessa redução, a taxa de mortes violentas no estado ainda é alta: 20,2 casos por 100 mil habitantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera, além do normal, 10 registros por 100 mil habitantes.

 

Os dados oficiais revelam que o Paraná fechou 2017 com 2.287 registros de mortes violentas, que incluem homicídios dolosos (intencionais), lesões corporais seguidas de morte e latrocínio (roubo seguido de morte).

 

Por outro lado, o Paraná viu aumentar os casos classificados como crimes contra a pessoa – que, além das mortes violentas, incluem ameaça, lesão corporal, violência doméstica e crimes contra a honra. Em 2017, foram registrados 245.219 casos como esses: um aumento de 11% em relação ao levantamento realizado em 2016.

 

Os números de furtos, roubos, assaltos e arrombamentos também preocupam. A população vive insegura e é por isso que os candidatos estão colocando em suas plataformas de governo a segurança como prioridade.

 

Também cresceram os crimes contra a dignidade sexual – que contemplam casos como estupro, estupro de vulnerável e abusos sexuais. O estado registrou 6.660 ocorrências desta natureza, o que representa uma elevação de 14,75%.

 

 

Paredão tecnológico

Por enquanto, o discurso dos dois principais candidatos ainda é tímido ante a grandiosidade do problema. Ao participar de um encontro regional no mês passado em Foz do Iguaçu, o pré-candidato do PSD, Ratinho Junior defendeu um plano integrado de segurança pública que reunirá as forças policiais, estaduais e federais, em ações e projetos que reforçam a segurança dos paranaenses. No plano, Ratinho Junior destacou dois projetos que irá implantar a partir de janeiro de 2019.

 

"Um é o Olho Vivo em que vamos criar centros de monitoramento regionais no Paraná e que hoje não tem. Nós vamos criar também o Projeto Muralha", disse Ratinho Junior ao detalhar os projetos.

 

Ratinho Junior explicou que o Paraná faz divisas com os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo e fronteira com o Paraguai. "São corredores onde entra e passa muita droga, contrabando de cigarro e armas. Nós temos que fazer um trabalho em conjunto com o Exército, com a Polícia Federal e com a Polícia Civil e Militar, mas usando a tecnologia", disse.

 

"Vamos criar um paredão tecnológico onde todo o caminhão ou carro será monitorado no seu trajeto de origem e destino. No caso da identificação ou suspeita de qualquer crime, a polícia poderá interceptá-lo e apreendê-lo. Isso vai diminuir, de forma considerável, o volume de armas e contrabando que entram no Paraná", completou.

 

Mão de ferro

Já o pré-candidato Osmar Dias (PDT), acha que o problema da falta de segurança deve ser tratado com mais energia. “Um governador não pode deixar que a polícia, tanto a Civil como a Militar, cuide de um tema tão relevante como a segurança. Ele deve ser o comandante, o líder para avançar nessa área de segurança pública. Hoje as pessoas estão com medo de andar na rua. Antes esse problema era de cidades grandes, mas nos dias atuais chegou nas pequenas e médias cidades, inclusive no meio rural”, disse Osmar.

 

Para o pré-candidato do PDT, “um grande desafio será a reestruturação completa de forma que possibilite implantar um sistema moderno de segurança, com muita tecnologia, com um conjunto de práticas avançadas, pois somente câmeras de segurança não resolvem o problema”.

 

Quando esteve em Foz, Osmar aproveitou para alfinetar o governador Beto Richa: “O Paraná tem hoje 270 cidades sem delegado de polícia. Não podemos dizer que é falta de dinheiro, mas que o dinheiro está sendo repassado sem planejamento, sem acompanhamento, nem monitoramento. Não se pode brincar, porque segurança é a vida das pessoas”.

 

A população vive com medo e investe cada vez mais em segurança

 


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